18.12.14

Comissão da Verdade destaca a história de Manoel da Conceição

Manoel da Conceição durante depoimento, em 2012, à Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça da Comissão de Direitos Humanos, na Câmara dos Deputados
Manoel da Conceição durante depoimento, em 2012, à Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça da Comissão de Direitos Humanos, na Câmara dos Deputados
Baleado, preso, amputado, torturado, exilado. Sobrevivente da ditadura militar (1964-1985). Falamos de Manoel da Conceição, 80, líder camponês do interior do Maranhão, cuja história é contada no relatório da CNV (Comissão Nacional da Verdade). Os abusos cometidos contra o lavrador nos porões da ditadura chamaram tanto a atenção na década de 1970 que o papa Paulo 6º chegou a intervir a seu favor e pedir sua libertação.
De família evangélica, seguidora da Assembleia de Deus, Conceição presidia o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pindaré-Mirim, município situado 177 km ao sul de São Luís, quando os militares tomaram o poder com um golpe em 1964. Formado na luta pela reforma agrária, a organização era o primeiro sindicato rural da história do Maranhão.
De imediato, o Exército ocupou a sede da entidade e ali ficou por 60 dias. Duzentos lavradores foram presos. Somente no mês de junho daquele ano, Conceição foi preso cinco vezes na cadeia municipal.
Mesmo fechado pela ditadura, o sindicato tinha quatro mil filiados em 1968, quando a polícia invadiu uma de suas sedes e baleou o dirigente na perna direita. Após seis dias preso e sem ser medicado, teve de amputar a perna.
Nesta época, Manoel da Conceição e outros lavradores integravam a organização de esquerda Ação Popular, que lhe ajudou a obter uma perna mecânica. O Maranhão era governado por José Sarney, ex-presidente do país (1985-1990) e atual senador pelo PMDB-AP.
O camponês conseguiu reorganizar o movimento de lavradores na região, mas em janeiro de 1972, durante o governo do general Emílio Médici, auge da repressão no Brasil, foi preso no município vizinho de Trufilândia e transferido para a capital maranhense.
“Em 24 de fevereiro, foi sequestrado por agentes do DOI-Codi e movido para o Rio de Janeiro. Foi entregue ao Comando do I Exército e levado para o quartel da PE [Polícia do Exército] no bairro da Tijuca. Logo que chegou à ‘antessala do inferno’, nome que os próprios agentes davam ao lugar, a perna mecânica foi arrancada e, nu, foi colocado na ‘geladeira’, a solitária, onde era tratado literalmente a pão e água, entre sessões de interrogatório e torturas”, afirma a Comissão da Verdade.
PREGO NO PÊNIS
O documento contém um relato chocante feito por Manoel Conceição em depoimento à comissão. As torturas que sofreu foram além do choque elétrico, do pau de arara e do espancamento.
“Levantaram meus braços com cordas amarradas ao teto, colocaram meu pênis e os testículos em cima da mesa e com uma sovela fina de agulhas de costurar pano deram mais de trinta furadas. Depois bateram um prego no meu pênis e o deixaram durante horas pregado na mesa”.
O paradeiro de Manoel da Conceição, que tinha à época dois filhos do primeiro casamento, era desconhecido pela família. Depois de sete meses sob tortura no Rio, foi levado para Fortaleza.
Em maio de 1975, Conceição foi condenado a três anos de reclusão pela Justiça Militar. Como já tinha passado mais tempo do que isso na prisão, foi libertado.
De acordo com a Comissão da Verdade, o sindicalista contou com o apoio do arcebispo de Fortaleza, dom Aloísio Lorscheider, então presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), para viajar para São Paulo, onde foi internado no hospital Santa Catarina graças à ajuda do cardeal dom Paulo Evaristo Arns e do pastor presbiteriano Jaime Wright.
“Devido à tortura, o agricultor urinava através de sonda e ficou impotente por anos. Depois de um mês de tratamento no hospital, ele foi para a casa do padre Domingos Barbé, em Osasco. Na manhã de 28 de outubro de 1975, a casa foi invadida por policiais, que levaram Manoel para o Deops paulista, onde o jogaram nu numa fossa cúbica, não muito longe da sala de torturas (…). Além do espancamento e choques elétricos, Conceição era ameaçado por policiais do DOI-Codi, que avisavam: ‘Sua prisão não tem nada a ver com a Justiça, que foi incapaz de julgá-lo. O problema é nosso'”, afirma o relatório.
INTERVENÇÃO DO PAPA
Tamanho abuso provocou uma mobilização que ultrapassou as fronteiras do país. “Na ocasião, o papa Paulo 6º enviou um telegrama ao general Ernesto Geisel [então presidente do país], pedindo por sua vida e exigindo libertação. Em 11 de dezembro de 1975, Manoel foi finalmente solto e ficou sob a proteção da Anistia Internacional, que providenciou seu exílio em Genebra, na Suíça, para onde partiu em março de 1976″, relata a Comissão da Verdade.
Conceição, que acabou absolvido pela Justiça Militar, foi para a Europa com a assistente social Maria Denise Barbosa Leal, que trabalhava no presídio de Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza. A filha única do casal nasceu durante o exílio.
Com o processo de abertura política no Brasil e a aprovação da Lei da Anistia, a família decidiu voltar ao Brasil em 1979 e se instalar no Recife. Conceição ajudou a fundar o PT. Segundo Denise, o marido assinou a ficha de filiação de número três quando o partido foi criado em fevereiro de 1980.
Na primeira eleição que o PT disputou, em 1982, Conceição candidatou-se a governador de Pernambuco. Ficou em último lugar entre os quatro candidatos, com 4.027 votos. “A campanha não tinha absolutamente nada. Ele [Conceição] fazia discurso em cima de um caixote”, lembra Denise, 74, que se formou em Direito e também foi filiada ao PT.
Em 1986, a família se mudou para o Maranhão e se fixou em Imperatriz, no sul do Estado. Conceição se candidatou a deputado federal e a senador, mas não se elegeu. Em 2010, ele e o deputado federal Domingos Dutra (então PT-MA) fizeram greve de fome contra o apoio da direção nacional petista à reeleição de Roseana Sarney (PMDB) para o governo do Maranhão.
Segundo Denise, Conceição debilitou-se desde então. Hoje, está bem fisicamente, diz a companheira, mas tem problemas de memória, o que prejudica sua comunicação. “Só volta a viver quando discute reforma agrária, a luta pelo meio ambiente e a luta por justiça. Aí toma alma nova”, conta.
EVANGÉLICOS PERSEGUIDOS
Por sua origem na Assembleia de Deus, o caso de Manoel da Conceição aparece no relatório da Comissão da Verdade na parte dedicada à perseguição de religiosos protestantes, também chamados de evangélicos.
O documento lista sete evangélicos que morreram ou desapareceram por causa das ações dos órgãos de repressão da ditadura. A relação tem os presbiterianos Juarez Guimarães de Brito, Ivan Mota Dias e Paulo Stuart Wright; os irmãos metodistas Daniel, Joel e Devanir de Carvalho; e a também metodista Heleny Telles Ferreira Guariba.
“Os protestantes com engajamento social, especialmente, aqueles vinculados ao movimento ecumênico, eram identificados pelos agentes do sistema como inimigos da nação. Protestantes e o movimento ecumênico estiveram sob constante investigação das agências de inteligência, com base na compreensão de que tinham poder de disseminação de ideias contrárias à Doutrina de Segurança Nacional”, aponta o relatório.
Fundada em 1934, a CEB (Confederação Evangélica do Brasil), organização das principais igrejas protestantes brasileiras, foi invadida logo após o golpe de 1964 e teve seus arquivos apreendidos. “Diversos integrantes do movimento ecumênico protestante passaram pela experiência do enquadramento em inquéritos policiais militares (…): foram presos, outros torturados ou tiveram de fugir do Brasil”.
Entre anglicanos, metodistas, presbiterianos e integrantes da Assembleia de Deus, 14 evangélicos foram expulsos ou fugiram do país durante a ditadura.

12.12.14

ROSEANA FECHA A UEMA PARA BALANÇO ANTES DE FUGIR DO PAÍS.

Hoje pela manhã estive em reunião com os professores contratados e os estudantes do Cesi-Uema. No total são 420 em todo o Estado, só em Imperatriz são 85 profissionais que já trabalham há cinco meses e o governo de Roseana Sarney simplesmente cancela seus contratos e joga a conta para o próximo governo.

A oligarquia não poderia sair sem sua última maldade contra o povo do Maranhão. Desse vez exagera e decreta o fechamento da Universidade Estadual do Maranhão para balanço.

São milhares de alunos sem aula, muitos pais e mães de famílias sem seus soldos. Gente que rala, estuda e dissemina o conhecimento científico num Maranhão ainda arcaico. Gente com a dignidade que falta a essa oligarquia perversa que finalmente derrotamos.

O movimento em defesa da Uema continuará firme até que se resolva pelo menos esse problema.



Governo demite 420 professores e fecha as portas da UEMA.

 Meus amigos, no apagar das luzes, na fuga do governo Roseana Sarney deixou para o novo governador Arnaldo Melo esse pepino gigante. Cancelou todos 420 contratos com professores em todo o Estado e ainda joga nas mãos de Flávio Dino a conta de 5 meses de atraso no salário desses colegas professores.

Veja revolta publicada no facebook por meu colega  e amigo Edelblan Conrado, professor contratado da UEMA:

Amigos do face!
Venho a público expressar meus sentimento de REVOLTA sobre a ação arbitrária da equipe de gestão da UEMA.

Acabo de receber a decisão da Reunião do Conselho Universitário - CONSUN sobre o cancelamento dos nossos contratos. É óbvio que esta fato é resultado do DEScompromisso do Governo do Maranhão que já havia ameaçado não pagar os CINCO (5) meses de atraso no pagamento dos contratados. Esta ação IMORAL prejudica os professores contratados que passaram por uma criterioso processo de seleção, foram aprovados, trabalharam 1 semestre inteiro sem receber 1 centavo. Como se não bastasse... agora, depois de inúmeras desculpas (esfarrapadas, diga-se de passagem) recebemos a notícia do CANCELAMENTO dos nossos contratos. Mas, os danos também se estenderam para toda a comunidade acadêmica, especialmente aos ESTUDANTES que terão todo o período letivo comprometido. Pedimos o apoio de toda a comunidade acadêmica, e da sociedade em geral, que luta pela quebra dos 50 anos de atraso do nosso estado e por uma educação de qualidade.

Leiam a notícia da Reunião do CONSUN:
- O ESTADO DEU PARECER DESFAVORÁVEL A TODOS OS 420 CONTRATOS;
- ESTÃO NULOS DE PLENO DIREITO TODOS OS CONTRATOS;
- OS DOCENTES QUE NÃO RECEBERAM, IRÃO RECEBER POR INDENIZAÇÃO;
- O PAGAMENTO OCORRERÁ NO ANO QUE VEM, NÃO ANTES DE MARÇO
- A PARTIR DE 05 DE JANEIRO INICIAR-SE-ÃO OS PROCEDIMENTOS PARA ABERTURA DE NOVOS SELETIVOS.
- A UEMA IRÁ EMITIR NOTA DE ESCLARECIMENTO E POSTAR NA PÁGINA;

Vamos nos MOBILIZAR!
CONVIDAMOS todos os professores, estudantes e sociedade em geral para uma reunião, amanhã, às 8 horas no Auditório da UEMA.

11.12.14

Livro retrata a Guerrilha do Araguaia e seus desdobramentos na Região do Bico do Papagaio


A obra será lançada no dia 12 de dezembro, na Academia Imperatrizense de Letras
Com lançamento agendado para o dia 12 de dezembro, às 19h30, na Academia Imperatrizense de Letras (AIL), o livro GUERRILHA NO ARAGUAIA-TOCANTINS, do historiador João Paulo Maciel, trata de um dos momentos históricos mais significativos da região, ocorrido no auge da Ditadura Militar no Brasil.

Com o objetivo de contribuir com os estudos sobre o conflito, sucedido no início da década de 1970 e considerado o movimento rural armado de maior relevância contra o regime militar, o livro utiliza as mais importantes fontes documentais já disponibilizadas e bibliográficas sobre a temática, assim como relatos de testemunhas da época.

“A obra evidencia a região palco da Guerrilha do Araguaia – o Bico do Papagaio, Norte do estado do Tocantins, Sul do Pará e divisa com o Maranhão – analisando os critérios usados pelos guerrilheiros na escolha deste local para preparação, treinamentos e efetivação da chamada ‘guerra popular’”, explica João Paulo Maciel.
O autor apresenta ainda, estudos sobre o contexto histórico do período, indicando as motivações que levaram os militantes políticos a assumirem a luta armada como caminho para livrar o país dos militares.
Guerrilha do Araguaia
Com início em abril de 1972, a Guerrilha do Araguaia foi articulada por membros do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), como forma de resistência ao regime militar instaurado no país a partir do golpe de 1964. O movimento começou a ser organizado seis anos antes do confronto, em 1966, com a chegada dos militantes do PCdoB ao Bico do Papagaio, às margens do Rio Araguaia.
O conflito durou apenas três anos, devido à desvantagem enfrentada pelos revolucionários, tanto em número de combatentes quanto em armamento: eram aproximadamente 100 pessoas (entre militantes políticos e moradores da região que aderiram à luta), contra cerca de 10 mil soldados do exército mobilizados para o ataque, o maior número desde a II Guerra Mundial.
A Guerrilha do Araguaia resultou em aproximadamente 70 desaparecidos políticos.
Sobre o autor
João Paulo Maciel é maranhense, filho de família lavradora, sertanejo de origem e por convicção, nasceu na década de 1970, durante o ápice do Regime Militar. Mora em Imperatriz/MA, onde tem efetiva inserção nas lutas sociais regionais, experiências que foram lhe forjando uma personalidade de militante. É licenciado em História pela Universidade Estadual do Maranhão onde iniciou o estudo sobre a Guerrilha do Araguaia, por ocasião da pesquisa monográfica. Atualmente atua como professor na rede pública.

9.12.14

Flávio Dino faz defesa de integração entre estados pelo desenvolvimento social e econômico

Integrar o Maranhão ao desenvolvimento social e econômico do Brasil e do Nordeste. Este foi o principal objetivo do governador eleito do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB-MA), ao falar com os governadores dos outros 8 estados do Nordeste. Representando o Maranhão, Dino defendeu que a região não sofra cortes orçamentários por parte do Governo do Estado e que funcione como a “locomotiva da retomada do crescimento econômico do Brasil”.

Para Flávio Dino, os próximos quatro anos devem ser de união de esforços entre os estados do Nordeste para que os cortes de gastos não atinjam a região, que vem crescendo a partir da diminuição das desigualdades sociais, mas precisa dar passos mais largos por uma política industrial integrada.
Assegurar a continuidade da distribuição de renda para mobilidade social ascendente e o fornecimento de serviços públicos de qualidade sem aumento de tributos para a população foram pautas defendidas por Flávio Dino no fórum de governadores, que se reuniram na capital da Paraíba (João Pessoa) para discutir pautas que garantam o desenvolvimento dos estados nordestinos nos próximos 4 anos.

O Nordeste avançou nos últimos anos na redução das desigualdades sociais e precisamos continuar nessa direção. Temos agora mais um desafio ousado, que é avançar em políticas industriais para diminuir as desigualdades regionais, colocando os estados nordestinos na dianteira do crescimento do país,” disse.

A superação das desigualdades regionais, como pauta prioritária para o diálogo com os demais entes federativos, deve ser pautada pela garantia de que estados que historicamente ficaram à margem dos investimentos nacionais sejam reposicionados como vetor prioritário de desenvolvimento. O aumento da contribuição do Nordeste no crescimento do país nos últimos anos demonstra que a região deve estar, cada vez mais, na liderança do desenvolvimento nacional.
Os pleitos estaduais foram registrados em carta subscrita pelos nove governadores eleitos para comandar os estados nordestinos de 2015 a 2018.

Foram definidos como principais temas para o Nordeste a garantia de recursos para o custeio dos serviços de Saúde (sobretudo para atendimento de média e alta complexidade) e a construção de uma política nacional de Segurança Pública – com a modernização das Forças de Segurança e combate às drogas e às armas.

Recepcionados pelo governador reeleito do Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), também estiveram presentes os governadores Paulo Câmara (PSB-PE), Wellington Dias (PT-PI), Camilo Santana (PT-CE), Robinson Faria (PSD-RN), Renan Filho (PMDB-AL), Jackson Barreto (PMDB-SE) e Rui Costa (PT-BA).

Os governadores eleitos avaliaram positivamente a reunião, sobretudo para a integração de forças políticas para apresentar pleitos junto ao Governo Federal e dialogar com as bancadas estaduais na Câmara dos Deputados e no Senado Federal para garantir os investimentos necessários para a região.

Pauta de desenvolvimento para o Brasil

A refundação do Fórum de Governadores do Nordeste foi uma das definições da reunião. A ideia é unir esforços para que a região cresça e seja protagonista na formulação de uma agenda positiva para o país. A partir do planejamento integrado de desenvolvimento do Nordeste, os governadores se comprometeram a trabalhar pela redução das desigualdades sociais e regionais.

A partir de 11 pontos prioritários para o desenvolvimento do Nordeste, os futuros gestores estaduais se articulam para garantir que temas como a distribuição dos royalties provenientes das riquezas minerais atendam à Saúde e à Educação, de acordo com lei aprovada em 2013 e teve forte apoio popular em todo o Brasil.

Outros pontos para o desenvolvimento da região destacados na carta foram o investimento em infraestrutura e logística, modificação da tributação do comércio eletrônico interestadual, universalização da educação integral, defesa da Reforma Política e combate à corrupção.
Adicionar legenda



No Maranhão, temos uma grande expectativa quanto a essa articulação institucional importante para o desenvolvimento regional. A discussão da política nacional deve sair dessa agenda depressiva de polícia e corte de gastos. A agenda real do país é a do crescimento, com a defesa firme das políticas sociais como vetor de desenvolvimento,” defendeu Flávio Dino na apresentação da carta.

SINPROESEMMA de Imperatriz realiza assembleia em clima de Confraternização

 O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA) realizou, no último sábado (6), em clima de confraternização, uma assembleia que resumiu as ações da delegacia regional de Imperatriz, no ano de 2014, e suas perspectivas para o novo ano. O evento contou com a participação do presidente da entidade, Júlio Pinheiro, e da diretoria do núcleo local, como os professores: André Santos; Francisco Bento; Rosyjane Paula; Carlos Hermes; Luciene Lucena, Raimundo Neto e Willas Moraes que também é presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Imperatriz (STEEI). 

Vereador professor Carlos Hermes ao lado do presidente estadual do sindicato, Julio Pinheiro, e outros membros da entidade

O evento ocorreu na chácara do STEEI, no povoado Bananal, distante 12 km de Imperatriz. Na ocasião, foi servida uma feijoada para a classe educadora que prestigiaram o momento com suas famílias, em uma atmosfera de lazer e música ao vivo. “Enquanto professora em sala de aula, a rotina sabemos que é estressante. Há uma necessidade do grupo discutir assuntos pertinentes à nossa prática, ao nosso sindicato, aos nossos direitos enquanto professores. E um momento como esses, acaba acontecendo tudo de forma positiva. Então une o útil ao agradável, como diz o velho ditado”, explica a professora de história Suelly Leal.

Diante do cenário sociocultural e político, a troca de experiências entre educadores é uma ressalva do professor Carlos Leen, que culmina para a união da categoria. “Temos que ser uma classe mais unida! Essa cultura de trocar informações em sala de aula é válida. Acho que o professor tem que conversar mais com professor”.

 O presidente do SINPROESEMMA, Júlio Pinheiro, aproveitou o evento para pautar algumas ações da agenda de 2015 e mostra-se esperançoso diante do novo cenário político. “As expectativas para 2015 são as melhores. Com uma agenda pré-eleitoral, o sindicato apresentou ao governo uma carta compromisso e depois de conflagrado um novo momento com a vitória do Flávio Dino, a maior expectativa é em torno dessa carta. Então nós vamos retomar a discussão em uma mesa permanente de negociação, com a nova secretaria de educação e queremos também uma interlocução mais direta com o governador. Porque nós precisamos convencer o governo, das medidas mais ajustadas à educação que passa necessariamente pelo sindicato, que representa hoje 60% dos servidores públicos do estado. Essas políticas para nós são essenciais, então está em jogo interesses da sociedade maranhense e da nossa categoria e da educação como um todo”, esclarece o dirigente sindical.

O secretário geral do SINPROESEMMA André Santos, também espera mudanças favoráveis diante da nova gestão. “Em relação às mudanças que o Maranhão precisa, diante da categoria, é que realmente as coisas funcionem! Que direitos historicamente negados sejam respeitados e tenham valorização profissional. Que a educação possa ter um planejamento com condições de trabalho e possa ter uma qualidade que de fato o tire dos péssimos indicadores que apresenta hoje”, esclarece.

Fonte: SINPROESEMMA


8.12.14

Minha Casa, Minha Vida: documentação deve ser entregue até esta quarta-feira (10)

Os beneficiados pelo Programa Minha Casa, Minha Vida têm até está quarta-feira (10) para entregar a documentação que valida a participação no programa habitacional. Devem apresentar os documentos, na Municipal de Desenvolvimento Social, os convocados na quarta lista do cadastrado de reserva do Minha Casa, Minha Vida.

Para formalizar a participação no programa, a documentação necessária é a seguinte:

•         Carteira de Identidade (do titular e do cônjugue);
•         CPF (do titular e do cônjugue);
•         Certidão de Nascimento (se solteiro); Certidão de Casamento (se casado); Averbação de separação/divórcio (se separado ou divorciado); ou Declaração de União Estável;
•         Comprovante de Residência atualizado;
•         Folha resumo do CADÚNICO atualizado (solicitar no CRAS do seu bairro);
•         Procuração (se analfabeto, solicitar o modelo na secretaria);
•         Laudo médico do especialista para pessoa com deficiência.


Obs: Em caso de união estável ou casado, comparecer acompanhado do cônjugue ou companheiro. Além disso, deve-se apresentar original e xerox de todos os documentos. 

Acesse aqui a lista dos convocados

5.12.14

Uema realiza seminário sobre historiografia urbana de Imperatriz

“(Re)pensando Imperatriz: Historiografia Urbana da Cidade e Região”. Este é o tema de um seminário que será realizado, nesta sexta-feira (5), na Universidade Estadual do Maranhão (Uema). O evento inicia às 19h no auditório da instituição e as inscrições podem ser feitas antes da abertura do congresso.  


O seminário tem por objetivo promover uma ampla discussão sobre o processo de urbanização da cidade. Com isso, pretende-se refletir o passado, analisar presente e traçar perspectivas para o futuro.  

Programação

19h- Apresentação cultural
19h30- Solenidade de abertura
20h- Conferência

22h- Encerramento e entrega de certificados aos inscritos

Flávio Dino e secretários do próximo governo participam de Oficina de Governança no TCE


A partir de uma iniciativa do futuro secretário de Transparência e Controle, Rodrigo Lago, em parceria com o Tribunal de Constas do Estado, Flávio Dino e sua equipe de governo participaram de uma Oficina de Governança para conhecer e debater os métodos de controle interno e externo das contas públicas.

Com a participação de membros do Tribunal de Contas e de representantes da Controladoria Geral da União e especialistas em auditoria e controle de contas públicas, o evento discutiu “A importância dos órgãos de controle para a boa governança”. A ideia foi apresentar informações gerais sobre a gestão pública para o futuro secretariado.

A presença de todo o secretariado, presidentes de autarquias e empresas públicas foi a marca do evento. A marca do próximo governo, disse Flávio Dino, será o diálogo permanente com a sociedade e com as instituições públicas.

“Para nós, a transparência e o controle das contas públicas são compromissos de governo. Nós somos servidores públicos e faremos o melhor para a população de nosso estado,” disse o governador eleito ao destacar a importância da boa aplicação das verbas públicas para garantir o avanço social do Maranhão, sobretudo no que diz respeito aos indicadores sociais.

Os secretários do próximo governo ouviram, durante a tarde desta quinta (04), uma explanação geral sobre ética na administração pública, a responsabilidade dos administradores públicos e instrução sobre controle interno na gestão pública.

Fazendo a abertura do evento, o presidente do Tribunal de Contas, Edmar Serra Cutrim, destacou o papel da Corte como órgão de controle e de orientação dos gestores públicos de todo o Estado. Já o futuro secretário de Transparência e Controle cumprimentou os colegas e se colocou à disposição para contribuir na implantação de boas práticas de governo em todos os setores da administração durante o Governo Flávio Dino.

“Estamos aqui para aprender e para ouvir. Tenho orgulho de minha equipe, que se coloca à disposição da sociedade para fazer o melhor de si em nome do Maranhão,” fimalizou o governador eleito.

O evento contou ainda com a presença do vice-governador eleito, Carlos Brandão (PSDB), e do vice-presidente do TCE (João Jorge Pavão), do procurador de Contas do TCE (Douglas Paulo da Silva), do diretor em exercício da Escola Superior de Controle Externo (Osmario Guimarães), do presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Gil Cutrim), além dos conselheiros do TCE Washington Oliveira, Raimundo Nonato Lago, Raimundo Oliveira, Álvaro Cesar Ferreira e José Ribamar Caldas Furtado.

3.12.14

Secretário Clayton Noleto visita obras da Estrado Arroz em Imperatriz

O próximo secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto, acompanhou o andamento da obra de pavimentação asfáltica da Estrada do Arroz, a rodovia MA- 386, que liga Imperatriz ao município de Cidelândia.  A obra prevê investimentos da ordem de R$ 47 milhões. Durante a visita, Clayton estava acompanhado do prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira.


Secretário Clayton Noleto, prefeito Madeira e secretários do município (Foto: Divulgação)


Além da pavimentação, o projeto contempla, ainda, a construção de pontes de concreto sobre riachos, substituindo as pontes antigas de madeira; e a drenagem superficial e profunda com a construção de galerias.

Segundo Clayton Noleto, uma das metas do Governo Flávio Dino será "qualificar as obras" realizadas pelo Governo do Estado. No caso do asfaltamento de estradas, por exemplo, ele explica que não basta apenas asfaltar. É preciso verificar também o entorno do projeto e as necessidades de quem ali vive.

"Precisamos que as estradas sejam feitas, mas no seu entorno precisamos identificar as necessidades das comunidades, as vocações ali existentes para que sejam estimuladas e desenvolvidas", concluiu. 

Com informações do jornal O Progresso