22/05/15

Campanha de incentivo à doação de leite materno é lançada em Imperatriz



“Doe leite materno e salve uma vida”. Este é o lema da campanha de incentivo à doação de leite que será lançada nesta sexta-feira (22), pelo Hospital Regional Materno Infantil de Imperatriz (HRMI). O objetivo da campanha é suprir um déficit de 60% da capacidade operacional do banco de leito do regional, devido à redução do número de doadoras. 

Em Imperatriz, o banco de leite tem déficit de 60% da capacidade (Reprodução: O  Globo)
 Segundo o diretor do Hospital, médico Reginaldo Batista Nascimento, os Bancos de Leite figuram entre as principais iniciativas do Ministério da Saúde para a redução da mortalidade infantil, inseridos na estratégia da Rede Cegonha. “Hoje o HRMI possui 63 leitos de UTI Neonatal, mas são apenas 35 doadoras, quando o ideal para atender a demanda é de 90 doadoras, portanto apelamos para a comunidade imperatrizense que nos ajude nesse sentido”, disse Reginaldo.

 Conforme orienta a coordenadora do Banco de Leite Materno do HRMI, a nutricionista Fabiana Galeno, toda mulher saudável com excesso de leite pode doar. Para fazer a doação, as mães lactantes podem solicitar orientação diretamente ao Banco de Leite Humano do Hospital ou ligar no (99) 3525-4518, que a equipe vai até a casa da doadora fornecer todas s instruções e levar os frascos adequados para o armazenamento.

 “O leite humano pasteurizado em nossa unidade de saúde é seguro e atende prioritariamente os recém-nascidos prematuros e de alto risco, internados em nossa UTI Neonatal. Qualquer quantidade é importante para a vida dos bebês já que 1ml de leite é suficiente para impactar na vida do recém-nascido”, disse Fabiana Galeno.

Critérios 
 
Para se tornar uma doadora, a mãe deve ter leite em excesso e estar saudável. Por isso, antes da doação, a equipe realiza diversos exames – sorologia de HIV, Hepatite B, Sífilis e Hemograma.

Histórico
 
Há 12 anos o Banco de Leite Humano do Hospital Regional Materno Infantil de Imperatriz promove o incentivo ao Aleitamento Materno para as mães de Imperatriz e Região Tocantina. Palestras informativas para as gestantes do hospital, coleta de leite e distribuição do leite coletado são algumas atividades promovidas pelo Banco.

Com informações da Secom

20/05/15

Central para encontrar desaparecidos começa a funcionar hoje (20)



Começa a funcionar hoje (20), em plataforma online e gratuita, a Central Nacional de Óbitos de Pessoas Não Identificadas. De acordo com a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais de São Paulo (Arpen-SP), responsável pela iniciativa – inédita – no país, dados serão disponibilizados em cartórios de registro civil de nove estados: São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina, Distrito Federal, Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pernambuco. Entre os 10 milhões de cadastros existentes, cerca de 53 mil são de pessoas registradas como desconhecidas.

A central atende à Recomendação nº 19, de 2015, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ): o objetivo é auxiliar parentes de pessoas desaparecidas. O mecanismo vai permitir também que órgãos públicos façam a conferência de registros de óbito para o encerramento de processos administrativos ou judiciais. O banco de dados disponibilizará informações como idade presumida, sexo, cor da pele, sinais aparentes e data do óbito.

De acordo com a Ivanise Esperidião, presidente da organização não governamental Mães da Sé, anteriormente, as buscas eram feitas pelo Instituto de Identificação a pedido da Polícia Civil, mas podiam demorar anos. “Muitas vezes, a pessoa desaparece e vem a óbito no mesmo dia. A ferramenta, nessa situação, agiliza a identificação dos corpos. Com isso, diminui o tempo de angústia das famílias, porque [põe fim a] a expectativa de que a pessoa esteja viva em algum lugar", avaliou.

UM DIA PARA A MINHA HISTÓRIA.

Esse foi um dia especial em minha vida, aos 10 anos fazia minha Primeira Eucaristia em Oeiras, Piauí, no ano de 1989. Lembro-me da manhã chuvosa de domingo, acordei cedo como nunca antes, ainda estava escuro quando levantei e fui direto na cama de minha mãe acordá-la, queria vestir logo a calça e camisa brancas que minha mãe havia mandado fazer para a ocasião mais importante do ano. Pessoas importantes que marcaram toda minha infância iriam estar me aguardando. Meu tio Heleno, figura pacata, homem do campo que ajudou na minha criação entre a roça e a cidade(o primeiro na foto); minha amada mãe Maria José (blusa cor laranja); minha tia Maria Rosário, meu avô paterno Antonio Ferreira; e meu tio Zequinha.

Hoje olhando essa foto refleti sobre o quão efêmera é a nossa vida. As pessoas que amamos vão ficando na nossa história e na nossa memória. Lamentavelmente desta foto já perdi minha amada mãe Maria José, falecida em 1994,ela que cuidava de mim, seu filho caçula, com o carinho que sinto até hoje, lembro-me do zelo ao preparar a roupa da minha primeira comunhão na noite anterior, do passar da calça social no ferro à brasa, ao engraxar o sapato guardado cuidadosamente no canto da parede do quarto, do último retoque arrumando a gravata borboleta até o beijo na testa de minha mãe orgulhosa.

Perdi também meu avô, o vozinho como chamávamos (ao meu lado de camisa preta). Antonio do Saco para muitos, apelido dado por seus colegas feirantes. Tive a honra de ajudar a cuidar dele nos seus últimos dias de vida. E por fim meu tio Zeca Henrique, ferreiro de raro talento, comediante por natureza, era o tio Zequinha das estórias inesquecíveis sempre recheadas de exageros e que marcaram toda uma geração.
Minha herança familiar me orgulha e diz quem sou hoje.
Tio Heleno; minha mãe Maria José; tia Rosário; Eu; vozinho Antonio Ferreira e tio Zeca Henrique.